5ª Edição do Projeto Moda Rio ganha recorte empresarial e faz enorme sucesso!

 

No dia 27/05 aconteceu a 5ª edição do Projeto Moda Rio, no Studio Santo Cristo, zona portuária da cidade; o evento, que costuma ter seu foco voltado para modelos e profissionais ligados à área, como fotógrafos, produtores de moda e maquiadores, desta vez abriu mais ainda o leque de oportunidades e trouxe um recorte empresarial poderosíssimo para os presentes;

O evento contou com várias presenças marcantes, a começar pela empresária Célia Domingues, Presidente da AMEBRAS – Associação de Mulheres Empreendedoras do Brasil, que também estava completando 19 anos de existência naquele mesmo dia!

A associação começou com o foco de trabalhar a mulher empreendedora, ou seja, formar, preparar e empoderar mulheres, para realmente condicionar as associadas a ter uma sobrevivência justa e digna, trabalhando nossa autoestima e independência.

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Célia Domingues, presidente da AMEBRAS / Fotografia: Luis Moras

A história de Célia no empresariado é muito vinculada ao carnaval, mas começa no empreendendorismo; nascida no morro da Mangueira e formada em Administração, sempre quis algo diferente, que proporcionasse o seu crescimento, mas a primeira grande barreira que enfrentou foi a racial, seguida da social. Secretária executiva de uma grande empresa, sua voz era reconhecida ao telefone, mas pessoalmente, a história era outra: era subjugada como recepcionista, a que deveria reportar as autoridades à secretária.

Mas foi no Carnaval ela encontrou um meio viável de empoderar pessoas: observou que a mão-de-obra ociosa fora do período precisava ser direcionada a outras atividades, que os próprios artesãos tinham dúvidas se seriam capazes de executar, além de não possuírem a orientação adequada. Quando iniciou as atividades, não tinham nem uma sala pra trabalhar, e as pessoas ainda achavam uma loucura formar empreendedores oriundos de favelas, que trabalhavam num mundo ‘limitado’ pelo carnaval.

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“Eu pertenço a alguns conselhos de mulheres empresárias, mulheres executivas, e a minha grande tristeza é que eu sou a única negra deles.” Célia Domingues, AMEBRAS / Fotografia: David Engel

Célia alertou para o fato de ser vice-presidente do Conselho da Mulher Empresária da Associação Comercial do Rio de Janeiro, e, mesmo representando a maioria de nossa população, ser a única mulher negra; ela também pertence à BPW Foundation (Business and Professional Women’s Foundation), que é uma associação de mulheres de negócios internacional, que está em 43 países, e também é a única mulher negra no Rio de Janeiro.

Mas também chamou a atenção para o fato de que o mundo da moda está se transformando, pois finalmente os profissionais negros estão tendo mais oportunidades. Para ela este é o momento de se posicionar, tanto no âmbito profissional, quanto no pessoal e empresarial, com competência, opinião e identidade, pois este será o desafio da próxima década.

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“Um trabalho, pra ser forte, ter que começar com seriedade, por isso temos altos e baixos e muitos ficam pelo caminho, mas os que conseguem caminhar, vencem” Célia Domingues, AMEBRAS / Fotografia: Luis Moras

 

Acorda – Michelle Andrade e Luana Maria

 

A Acorda é uma marca de acessórios sustentáveis que surgiu em 2014 pelas mãos das sócias Michelle Andrade e Luana Maria; com inspiração no continente africano, no movimento negro e no resgate cultural de nossos valores: todas as peças são handmade (feitas à mão) a partir do descarte de tecidos.

Luana sempre foi apaixonada pelo carnaval, sua avó desfilou por muitos anos na Marquês de Sapucaí. Isso fez a diretora criativa passar a infância entre o barracão e os aviamentos das fantasias e adereços, e a família não conseguiu evitar que ela seguisse pelo mesmo caminho.

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Célia Domingues, Bruno Barboza e Luana Maria (Acorda) / Fotografia: Luis Moras

Como toda aquariana que se preze, está sempre muito à frente do tempo, e sua vontade era fazer fashion show, segmento da moda que não existe no Brasil. Mas foi no meio da faculdade que ela percebeu que o carnaval era justamente o fashion show a que tanto aspirava.

Antes da Acorda, Luana Maria fez a 1ª comissão de frente da Pimpolhos da Grande Rio, que já trabalhava com reaproveitamento; venceu, e no ano seguinte repetiu a vitória. Na seqüência, assinou um enredo junto com as amigas. No outro ano, pleiteando algo maior, bateu na porta da Mangueira e pediu um estágio, facilitado por outra amiga. Mas optou por sair de sua zona de conforto e quis ir direto para o temível carro alegórico, onde se superou mais ainda. Também foi compradora da Acadêmicos da Rocinha, assistente de carnavalesco, deu aulas de adereços pela Petrobrás, e também foi coordenadora deste mesmo projeto.

 

Diversidade

 

No entanto, a história de Luana também é a história de todas nós.

Ela revelou que já perdeu uma vaga de emprego para consultora de imagem em um shopping do Rio onde a recrutadora a olhou de cima abaixo e falou: “Aqui você não pode trabalhar, você não entra na minha roupa! O que a minha cliente vai pensar quando chegar aqui e dar de cara com você?”

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“Já fiz casting como assistente de produtor de moda, e é muito desumano o que vocês passam (se referindo aos modelos presentes). Estar na mesa e ver as pessoas chegarem cedo, com seu book e ouvir conversas do tipo ‘cruzes, aff…’ aquilo me matava, é o mínimo de respeito pelo ser humano…é um meio muito complicado pra quem vem de outra realidade” Luana Maria, Acorda / Fotografia: Luis Moras

Abatida após o lamentável episódio, Luana ficou 1 ano fora de cena, e foi justamente neste período que ela percebeu que não tinha um propósito na vida – o que foi o gatilho para o nome da marca, “Acorda”. Então resolveu largar o carnaval de vez e foi trabalhar numa empresa onde havia muitos resíduos de tecidos. Um dia, despretensiosamente, quis fazer uma bolsa com as sobras; mas com o apoio de sua melhor amiga, que achou o resultado maravilhoso,  começou a produzir e vender, sabendo apenas desenhar, pintar, costurar e combinar tecidos.

“Como eu queria ser carnavalesca, e como eu sou negra, e eu descobri que o meu propósito é passar a mensagem seja pelo carnaval ou pela moda, a nossa primeira coleção foi a ‘Pequena África’, que foi quando eu pisei aqui no carnaval da Gamboa.”

E assim o trabalho começou a crescer e aparecer: o primeiro investimento veio parcelado, há 3 anos, para produzir a primeira coleção; esta foi um sucesso, ganhou as páginas da revista Elle. No ano passado a Acorda ganhou o prêmio Rio Viés Moda e se inscreveu no Projeto Moda Mais Sustentável, uma parceria do Instituto C&A com a Malha, em São Cristóvão. A seleção foi válida para todo o território nacional e, com seu maravilhoso trabalho de upcycling – a ressignificação de insumos sem utilidade comercial – a Acorda conseguiu ficar entre as 10 primeiras do país, e isenta de pagar pelo espaço da incubadora de moda sustentável; e neste ano a marca está completando 3 anos no mercado.

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Wallace Safra, Bruno Barboza e Luana Maria (Acorda) / Fotografia: Luis Moras

Porém, na hora da divulgação, elas perceberam que conforme não apareciam, o produto também não vendia – é a grande máxima do marketing: quem não é visto, não é lembrado.

E como superar o medo da exposição?

“As pessoas não estão mais comprando um produto, elas estão comprando a história e a verdade. E é isso o que está acontecendo com o espaço, que está abrindo, as pessoas estão aceitando seus cabelos…está melhorando, ainda tem muito o que melhorar, e a todo mundo é possível fazer alguma coisa (…) A diversidade está aí, e eu acho que todo mundo tem que se aceitar”

 

– Seja a cara da sua marca!

 

Bruno Barboza

 

O ator Bruno Barboza, que estreou em na novela das 21h “A Força do Querer”, da Rede Globo de Televisão, também marcou presença nesta edição; compartilhando parte de sua trajetória e experiência, mostrou como sua escolha para estrelar um personagem em horário nobre não foi obra do acaso, e sim fruto do resultado de um longo trabalho de observação e aprendizado que vem realizando no decorrer da vida e de sua maturidade.

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Célia Domingues e Bruno Barbosa / Fotografia: David Engel

O ator, de 27 anos, nasceu em Rio das Flores, uma pequena cidade do Sul Fluminense, com apenas 8 mil habitantes. Saiu do interior com 17, 18 anos para tentar o teatro no Rio de Janeiro; voltou para o interior e veio novamente para o Rio com 21 anos. Foi para o Tablado e desde então tem a carreira pautada no teatro, cinema, 4 longas e 20 curtas; durante este percurso, trabalhou como apresentador, produtor, iluminador, entre outras áreas correlatas para conseguir chegar onde queria – hoje Bruno Barboza está em sua segunda novela.

Bruno acredita que o segredo para conseguir se manter é se comunicar e perceber que não está sozinho; saber aproveitar todo o acesso a informação de que dispomos hoje também é fundamental.

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“Essa mudança tecnológica é muito recente, há 10 anos atrás não tínhamos tantas possibilidades como temos hoje, nós temos Internet (…) não tem mais desculpa pra não saber se comportar, não saber falar, não saber se portar, isso são coisas que graças a Deus nós temos parcerias e instituições que estão prontas pra nos ajudar” Bruno Barboza / Fotografia: Luis Moras

Para exemplificar, o ator lembrou que existe um centro carioca de cinema que produz, há 10 anos, o único festival de cinema negro do país, o Centro Afrocarioca de Cinema. Ele também chamou a atenção para o fato de que atores e modelos passam várias vezes pelos temidos testes durante a vida profissional, o que é um dos maiores geradores de medo e tensão entre os jovens.

São momentos de tensão e avaliação onde é necessário exibir a maior naturalidade possível, e segundo ele, a tranqüilidade está diretamente relacionada ao autoconhecimento, a quanto conhecemos de nós mesmos, que é o que não nos permite sentir sozinhos.

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Sueli Silva Flores (empresária), Bruno Barbosa e Raquel Engel (maquiadora) / Fotografia: David Engel

 “Informação é poder, então quanto mais informado você tiver, mais munido de você mesmo vai estar, mais empoderado vc vai ficar, então não é clichê dizer para vocês ‘escutem os mais velhos’, escutem, procurem saber o que a mãe de vocês contava, o que os pais de vocês contavam (…) procurem saber sobre seus ancestrais”

Para Bruno o medo pode ser positivo à medida que nos faz adotar uma postura de preparação para o que virá a seguir, e a insegurança é importante à medida que nos dá bom senso. Tudo depende da inclinação que cada um tem diante dos próprios sonhos e diante do que quer construir ao longo da vida. E não apenas criar seus próprios projetos, mas permitir que seus sonhos criem esses projetos, pois sonhando criamos disciplina, força de vontade e nos preparamos melhor para colocá-los em prática.

“Às vezes quem mais informação não tem tanto um coração tão bom assim…então você vai ficar à mercê de um sistema que não vai mudar. Então se informem, fiquem fortes e vamos à luta”

 

AfrôBox

 

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Élida Aquino, Wallace Safra e Bárbara Vieira / Fotografia: Luis Moras

A AfrôBox foi fundada no ano de 2015, e é o primeiro clube de assinatura de produtos de beleza para mulheres negras no Brasil. Segundo as empresárias, Élida Aquino (Diretora Executiva) e Bárbara Vieira (Diretora Operacional), a empresa surgiu para tornar o mercado da beleza realmente diverso e democrático, trazendo amplitude às opções e descomplicando a busca por cosméticos, além de torná-la acessível e divertida.

Segundo Élida, a idéia partiu de uma amiga dos Estados Unidos, onde o serviço de clube de assinaturas para produtos personalizados já é bastante difundido; a novidade causou estranheza a princípio, mas num segundo momento percebeu o potencial do negócio dentro do mercado brasileiro ao direcioná-lo às pessoas que continuam invisíveis para o mesmo.

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Élida Aquino, Wallace Safra e Bárbara Vieira / Fotografia: David Engel

“Vamos combinar que essa história de ‘cabelo cacheado’ já deu, né gente? Nosso cabelo é crespo e precisa ser lido e tratado lido e tratado como tal” – Élida se refere ao fato de que a maior parte da indústria capilar não é capaz de atender ao perfil e variedade de cabelos das mulheres negras, e isso já começa na nomenclatura atribuída a eles, ‘cacheados’ e não crespos, como realmente o são. O mesmo ocorre na indústria de maquiagem: apesar de as ruas e o próprio IBGE apontarem a população negra como a maioria, isso não se reflete na eficácia da maioria dos produtos que temos à disposição no mercado.

Este problema já começava a chamar a atenção do mundo em 2015, quando a modelo sudanesa Nykor Paul trouxe suas reclamações a público, via Instagram, ao questionar o tratamento diferenciado no backstage, já que precisava levar sua própria maquiagem para os desfiles, enquanto as outras modelos brancas apenas precisavam ‘aparecer’.

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“Estou definitivamente muito cansada de me desculpar pela minha cor!!! Moda é arte, arte nunca é racismo. (…) Por que não podemos ser totalmente e igualmente parte da moda?” Nykhor Paul / Fonte: Instagram

Com o lema “Toda beleza importa”, a AfrôBox trabalha com cosméticos para 15 tons de pele e 14 texturas de cabelos reais; as modelos pertencem ao círculo de amigas e conhecidas das fundadoras, e apesar de ser uma empresa jovem e do atual cenário de crise, o ritmo de crescimento segue em ascensão, e ainda ouviremos falar muito sobre estas meninas!

 

Sam Gonçalves – Modelo

 

Outra presença marcante na 4ª edição do Projeto Moda Rio foi o modelo Sam Gonçalves, que já citei aqui sobre sua estréia na SPFW com a LAB, em novembro do ano passado. A marca tem sido revolucionária ao abrir portas para perfis de modelos completamente fora do padrão e dentro do evento de moda mais importante da América Latina.

Sam nasceu em uma comunidade da Zona Leste de São Paulo, onde sua condição era bastante precária; mas começou a enxergar uma possibilidade real de mudança na edição da FLIP/SP em 2014, quando perguntado se já tinha pensado em fazer carreira como modelo.

No ano seguinte uma imagem dele viralizou até no exterior através de uma ação no twitter com a #DigaNão, onde postou uma foto sua segurando um cartaz que dizia: “Se o seu problema é a cor, eu tenho duas”. Com a repercussão, uma agência de modelos entrou em contato com ele, quando conseguiu sua primeira oportunidade, e com muito esforço e dedicação, a escalada foi ladeira acima.

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Sam Gonçalves, modelo / Fotografia: David Engel

“Uma coisa que eu também queria deixar bem claro sobre o meu vitiligo aqui é que os produtores não focam no meu vitiligo; eles focam na minha expressão facial, na minha expressão corporal, em como eu poso, como eu modelo, o que eu faço, o que eu não faço…eles não deixam de reparar nisso por conta do vitiligo”

O próprio Sam reconhece que não seria aceito há 10 anos atrás, e que parte desta aceitação vem do momento que estamos vivendo, que vai se refletir nos perfis que o mercado está pedindo; é aí que entra o trabalho dos cool hunters e agências de pesquisa de tendências.

Uma das presentes deu um depoimento emocionado, revelando ter modelado em uma época totalmente oposta à realidade dos nossos dias. Suas palavras fazem refletir sobre mudança nas relações de trabalho e como a humanização delas é tão necessária, principalmente entre os profissionais da imagem e da moda.

 

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Sam Gonçalves para campanha da AfroPunk Brasil em fevereiro/2017. Fonte: Revista Zumafrik

“Eu fiz o curso de modelo ainda na década de 80, e hoje os modelos, a moda, está muito mais democrática; eu lembro que quando eu fiz o curso, a gente levava varetada nas pernas se não andasse direito, a professora tinha uma vareta! E ela dava varetada na nossa perna se não fizesse o plié corretamente, então nós éramos realmente muito maltratadas…tínhamos que sobreviver àquilo ali, pra quem engordasse 1kg que fosse, tinha multa: não podia ir na próxima semana, você tinha que perder primeiro para depois voltar, não davam valor ao ser humano. Eu sofri muito, eu e toda a minha geração, sofremos demais…aí o que eu fazia: começava a chorar, pensando ‘não é pra mim’, ‘vou sair dessa’, ‘vão me chamar de gorda’…porque eu não conseguia chegar ao 38, só ao 41,5 , 41, e o pessoal falava mesmo ‘ah, vc não consegue entrar nessa roupa, você tá gorda!’ E aí aquilo ia me desestimulando…aquilo mexeu. Na minha geração nós tomávamos remédio pra tirar o apetite, nós não podíamos comer, nós desmaiávamos e tínhamos um distúrbio sério de imagem: qualquer 110g que a pessoa engordava ela já se achava gorda, e aquilo mexeu com toda a minha geração até hoje, não foi legal aquilo. E e hoje todo mundo pode ser o que quiser, com o corpo que quiser, com o cabelo que quiser, com a cor que quiser, como ela deseja ser, e isso acho que foi sensacional pra moda, deixamos de ser um soldadinho de chumbo. Você (Sam) é assim, e se tornou lindo porque você se aceita, porque você é um modelo e é diferente; mas nos anos 80 jamais seria aceito, jamais seria admitido. E eu fico muito feliz de ver essa geração bacana, com o seu trabalho, que não existia na minha época, a década de 80 realmente foi uma época massacrante para as modelos.”

 

Rafael Félix – Diretor e coordenador artístico

 

A tarde foi ocupada pelo treinamento de passarela direcionado a modelos e aspirantes, e o treinamento de coordenação artística e consciência corporal ministrado pelo diretor e coordenador artístico Rafael de Félix, um trabalho diferenciado que tem sido feito durante o Projeto Moda Rio e que tem proporcionado uma evolução considerável no aprendizado e desempenho dos modelos.

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Rafael de Félix, bailarino e diretor artístico, que ministrou a oficina de expressões e movimentos corporais contou que é muito importante para eles saberem exercícios que possam deixá-los mais tranqüilos antes de trabalhos para não passarem expressão de tensão. Ele ficou maravilhado com a beleza dos modelos e adorou a forma de aprendizado dos jovens na edição do projeto.

“A arte em geral, dança, teatro estão muito atrelados à questão da moda. Há tensão, nervosismo, insegurança neles quando desfilam, mas isso acontece com os artistas. Afinal a passarela é o palco do modelo. Eu procurei trabalhar, dar exercícios para que eles possam ficar mais relaxados antes de um desfile, por exemplo, de um trabalho, para controlar o emocional. O friozinho na barriga sempre vai ter, é normal, mas têm que saber lidar com isso”, disse Rafael.

 

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Modelo em treinamento / Fotografia: David Engel

 

O Projeto

 

Para Ana Carolina Esteves, estudante de 16 anos, o Projeto Moda Rio é diferente de tudo o que já conheceu. Ela gostou tanto, que já pensa em fazer parte da grade de modelos do projeto.

 

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Salma Hallak, modelo / Fotografia: Luis Moras

“Gostei de tudo o que vi e recomendo a todos! Conheci o projeto num evento em Nova Iguaçú e vim ver como era. Há dois anos que penso em ser modelo. Já passei por algumas agências que não levaram a sério, ainda bem que conheci o projeto e vou até o fim se for possível para alcançar meu sonho”, revelou Ana Carolina.

Ruth Sueli da Silva, mãe de Ana Carolina, sempre acompanha a filha, pois sabe do sonho dela. Para a mãe é um alívio quando se encontra um projeto sério, que mexe com o futuro de muitas pessoas, e pode se confiar.

“Achei tudo maravilhoso, gostei muito das palestras, vi que os modelos estão bem dedicados. A parte que mais gostei foi a aula de passarela, onde podemos ver todos desfilarem, colocar em prática os ensinamentos. Estou sempre ao lado da minha filha, é o sonho dela, dou todo o apoio”,contou a mãe.

 

 

 

 

Para Naja Canet, de 19 anos, também foi a primeira vez que participa do projeto. Ela se surpreendeu com o profissionalismo de todos, principalmente, com a aula de passarela, onde os modelos são corrigidos na hora. Ela ficou muito feliz de ter ido.

“Tudo o que foi passado aqui é muito importante, gostei da forma bem profissional com que foi ministrada a aula de passarela, todas as dicas. Foi muito gratificante ter participado!”

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“Muita coisa mudou desde que entrei para o projeto, minha forma de me vestir, falar, andar, meu peso. Estou muito feliz!” Nelson Dutra, modelo / Fotografia: David Engel

Já para Nelson Dutra, modelo de 24 anos, cada edição é uma chance para aprender mais. Ele deixou a luta profissional para se dedicar a nova carreira e só tem ganhado, pois já considera várias mudanças em sua vida.

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Lucas Arantes, modelo / Fotografia: Luis Moras

Todos são inspiração para aqueles que estão começando. Os convidados quando saíam das palestras falavam o quanto tinham gostado de participar, de poder contribuir um pouco que seja para a formação de novos profissionais.

A iniciativa, que vai para sua sexta edição, teve rápido crescimento em pouco tempo, pois a estréia foi em novembro do ano passado. Até a quinta edição circularam cerca de 300 pessoas. Para o projeto, o gestor conta com uma equipe de profissionais como fotógrafos, maquiadores, assistentes de produção, produtores e, é claro, modelos.

Os jovens participantes têm entre 15 e 50 anos, são de diversas áreas do estado do Rio. Para esta edição o projeto também tem a ajuda de dois parceiros: a tradicional Água Branca Padaria & Confeitaria de Realengo com 50 anos de história e, do massoterapeuta Thiago Rocha, que fez dois tempos de massoterapia, com dez minutos cada, nos sorteados.

 

 

Além de ajudar novos talentos a ingressarem a carreira, de forma acessível a todos, principalmente jovens negros, que são cerca de 60% dos atuantes no projeto, o gestor Wallace Safra explica que o Projeto Moda Rio tem a intenção de recolocar o Rio de Janeiro no circuito da moda nacional. De acordo com ele, o Rio vem perdendo ótimos profissionais para outros estados como São Paulo, por conta da falta de mercado e investimento no setor.

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Adriana Bandeira, Kamila Lima, Wallace Safra, Celia Domingues, Bruno Barboza, Sam Gonçalves e Luana Maria / Fotografia: Luis Moras

 

 



 

Onde acompanhar o Projeto Moda Rio e saiba mais:

 

Facebook – https://www.facebook.com/projetomodario

Instagram – https://www.instagram.com/projetomodario/

Vídeo institucional com depoimentos de quem faz acontecer e participa: https://www.youtube.com/watch?v=7XfBypbC6vs

Vídeo da campanha Rio in Sampa: https://www.youtube.com/watch?v=xm3q-6CAgbw

Parceira: Água Branca Padaria&Confeitaria: https://www.facebook.com/Padariaaguabranca/?ref=br_rs