Armária: a nova loja agênero de Brasília

O intuito do Olho Mágico é deixar todos vocês por dentro das novidades do mundo da moda e principalmente dar dicas que vão facilitar seu dia-a-dia. Por isso, hoje trouxe mais uma loja daqui de Brasília que vale a pena conhecer: a Armária!

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Descolada como o próprio nome, a Armária é uma loja diferente, de roupas agênero e sustentáveis, que foi inaugurada na semana passada aqui em Brasília. Os idealizadores bateram um papo bem legal comigo e disseram que o consumo consciente e a produção ambiental e socialmente responsáveis, em toda a cadeia de produção, são a essência de seus produtos.


Armária

A marca nasceu da identificação de três amig@s (Anderson Falcão, Dayanne Holanda e Gioconda Bretas), com uma plataforma ativista no campo da moda. É resultado de um planejamento de dez meses entre o desejo, a modelagem do negócio e sua estruturação de fato.

“A loja é a possibilidade de fazer do nosso jeito aquilo que gostamos e que, aliado ao prazer, oferece alternativa para quem se identifica com a forma e o conteúdo de uma nova moda.”


Loja agênero

Armária é o pós-armário: Substantivo feminino (2017). 1. Estado de espírito: descobrir, experimentar, reinventar. 2. Moda sem pressa e sem regras. 3. Vestir de dentro pra fora. 4. Tudo que você pode ser sem medo. 7. Entrar. Vestir. Sair.

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Eles acreditam que roupas não possuem gênero, mas são simplesmente a escolha de quem veste. Assim, supera as noções limitadas de masculino, feminino e de corpos padrão, predominantes na indústria tradicional.


Os fornecedores

Entre os fornecedores, encontramos apenas estilistas brasileiros, consolidados e em ascensão no Brasil e no exterior. Participantes do São Paulo Fashion Week, Minas Trend, Fashion Rio, Paris Fashion Week, Casa de Criadores (SP), com revenda no exterior, todos estreiam com exclusividade na capital.

Precursores da moda sem gênero ou agênero, essas marcas refletem as mudanças de comportamento e a personalidade da moda brasileira. Com tecidos tingidos artesanalmente ou dispensados pelas grandes marcas, talham cortes singulares que abraçam todos os corpos e são referência em produção sustentável ou slow fashion.

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Fotos: Uirá Godoi

Conheça agora as marcas que passaram pela super curadoria da Armária:

Coletivo de Dois

A marca paulista tem à frente os estilistas Hugo Mor e Daniel Barranco. Responsáveis por todo o processo de produção e logística,  utilizam sobras de tecidos para construir peças autorais, cheias de personalidade e sem regras, preparadas para vestir todos os tipos de corpos.

FCKT

Lançada em 2015, em São Paulo, pelo estilista, modelista, vitrinista, produtor de moda e empreendedor  Everton Moreira,  propõe-se ser uma marca agênero, com coleções não datadas. Para isso,  usa apenas cores neutras em modelagens confortáveis e roupas funcionais de estilo urbano, feitas para pessoas que desejam estar livres de rótulos, amarras e adjetivos, com a consciência de que a moda não precisa ser descartável e volátil.

J541a

Conduzida pelo estilista catarinense Jaison Manuel Bogo Alves, a J541a produz peças que não agridem o meio ambiente, pintadas a mão, tingidas e customizadas tornando-as únicas. Em plena sintonia com o movimento slow fashion, além de valorizar o consumo consciente, também se mostra livre de preconceitos e de estereótipos, encarando a moda como expressão de arte. Em 2017, exibirá seu talento no Brazil Fashion Miami.

LED

Surgiu em 2014 a partir do desejo do designer mineiro Célio Dias de tirar do papel as ideias de moda que queria ver nas ruas: um estilo cosmopolita, irreverente, elegante e universal. Carrega em seu DNA total compromisso com as liberdades de escolha, valor embutido em todas as peças de design sem gênero definido. Sua estamparia autoral – já conhecida e premiada no Minas Trend – é impressa em tecidos nobres, como o linho, ou práticos, como a malha, esse ano pode ser apreciada no São Paulo Fashion Week.

Molett

Conforto é a palavra chave da Molett, criada pela estilista Bárbara Monteiro, de Minas Gerais, que esse ano estreou nas passarelas do Minas Trend. Com roupas versáteis e atemporais, em estreito diálogo com o slow fashion, reinventa o uso do moletom, apostando nos recortes, no minimalismo e no agênero. Molett defende que a moda não precisa ser descartável. Por isso, produz peças estilosas, mas com alma; simples, mas imprevisíveis.

Ocksa

Do estilista gaúcho Igor Bastos, Ocksa foi criada em 2013, com estilo agênero e atemporal, de corte quase contestador.  Também se ensaia na tendência do slow fashion: em vez de quatro coleções por ano, elegem um tema anual que contará com peças para dias quentes e outras para dias frios, mas todas elas se combinando, o que aumenta as possibilidades de uso para o consumidor. Já esteve presente em semanas de moda de Nova Iorque, Antuérpia, Berlim e Vancouver, foi semifinalista do concurso MUUSE x “Vogue” Itália, e acaba de montar seu showroom em Paris.

Carlos Penna

Marcada pela singularidade e pelo inusitado, as peças produzidas pelo estilista mineiro Carlos Penna trazem consigo uma história que ultrapassa os conceitos comuns.  Baseando-se no princípio de que a peça não precisa ser necessariamente uma joia, a marca está sempre brincando com as possibilidades de formas, materiais, contextos e usos, o que tem lhe rendido destaque e reconhecimento em desfiles de grandes eventos de moda, como SPFW e Minas Trend.


Editorial

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Fotos: Nelson Dantas

Armária

Telefone: (61) 98114-6886

Endereço: SCLN 107 bloco C loja 15