Carcel e as roupas produzidas em prisões femininas

Há algum tempo vi a Ana da Garimpomag falando sobre uma marca, a Carcel, que tem todas as suas roupas produzidas por mulheres de uma prisão feminina e não pude deixar de contar mais do assunto pra vocês.

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A Carcel é uma marca com roupas todas produzidas por mulheres que estão em prisões femininas, fundada em abril de 2016 por Veronica D’Souza, que uniu os melhores materiais sustentáveis a pessoas que precisam de emprego e principalmente de atenção e confiança. Dessa forma, a Carcel transforma o tempo que as mulheres passam na prisão em esperança para um futuro melhor e ainda oferece aos consumidores, peças de alta qualidade.

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A criadora da marca escolheu usar materiais 100% naturais e a partir disso criou roupas com design moderno e jovem. Buscando um propósito para a Carcel, ela visitou prisões peruanas onde as mulheres já tinham contato com corte e costura e as ensinaram os preceitos da marca, para que assim elas pudessem usar estas habilidades não só para passar o tempo, mas também para ganharem dinheiro. Assim, elas recebem salários justos e estão saindo da pobreza extrema e conseguindo oferecer condições melhores para suas famílias e filhos.

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A Carcel acredita que o caminho para o sucesso é investir no slow fashion. Além disso, eles mantém as vendas todas online para que o produto continue de boa qualidade sem que precise ter um custo tão alto quanto às marcas que são vendidas em lojas físicas.

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A primeira coleção foi toda feita por mulheres de uma prisão feminina em Cusco, com malhas simples e clássicas, criadas com uma lã peruana de alpaca, e a próxima já está sendo feita em uma prisão na Índia com seda orgânica. Cada peça feita por essas mulheres carrega o nome da pessoa responsável, ou seja, além de gerar um benefício financeiro a elas, ainda melhora a auto-estima e faz com que elas se sintam realmente importantes.

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Segundo a própria Carcel todo o processo de tricô é analógico e “…ajuda a compreender como a fibra se comporta, essa técnica e estilo são mais fáceis e acessíveis para nós, mas também para as mulheres na prisão, porque é possível ver, sentir e corrigir os desenhos dependendo de como eles estão ficando.”

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