Como lidar com os relacionamentos modernos?

Esses dias li um texto que falava sobre relacionamento/apego e fiquei pensando sobre o momento em que estamos vivendo.

Quando compartilhei no facebook (esse texto aqui), escrevi que sentia vontade de ter nascido em outra época. Naquela em que as pessoas viviam os relacionamentos como se fossem coisas importantes, sabe?

Era uma época em que não era nada fácil convencer sua família a te deixar pegar na mão do cara. Você e ele tinham que batalhar muito pra provar que era algo além de uma “ficadinha”, se é que existia isso naqueles tempos.

Antigamente as pessoas construíam relacionamentos baseados no futuro. Pensavam sobre o que aquela relação traria de bom pra vida deles, e simplesmente viviam juntos. E se amavam, por incrível que pareça.

Hoje nós temos um bloqueio. Precisamos de uma descarga de sentimento pra achar que vale a pena.

Não basta você gostar da companhia, você tem que se sentir amada 24h. Esquecendo que você não é legal durante o dia inteiro e muito menos que precisam te aguentar sem nenhuma reclamação. É muito fácil achar defeito no outro sem olhar pra você. E é mais fácil ainda pedir que ele mude sem que você mova uma palha. Ser exigente demais não vai te ajudar. Só vai te fazer ficar sozinha..

Se a pessoa não quer falar com você o tempo inteiro no whatsapp, tem alguma coisa errada. Afinal, é um absurdo visualizar uma mensagem, estar ocupado, e não responder. Você é prioridade, né?! Quem inventou essas atualizações não parou pra pensar no quanto foi invasivo, no quanto atrapalhou (ainda mais) as relações e no tanto de paranóicos que surgiram.

A tecnologia e a modernidade acabaram com a gente. Essa é a verdade!

Não sabemos lidar com as inovações de forma saudável. Continuamos achando que dois tracinhos azuis de um aplicativo valem mais do que um bom dia inesperado ou um abraço apertado.

Acreditamos que uma boa foto no instagram com mil curtidas ainda vale mais do que olhar bem, viver e guardar na sua memória aquele nascer do sol.

Perdemos muito tempo fazendo planos e programando nossas vidas. Tanto tempo, que esquecemos de viver.