Não aprendi a amar

Amar é uma palavra muito forte, eu sei, mas tanta gente já a utiliza sem pudor que me veio a inspiração para esse texto.

Não aprendi a gostar, amar, querer alguém. Me pergunto como deve ser a sensação de ter reciprocidade em uma relação. Como deve ser ter alguém que queira ficar, me ouvir falar, ou ficar quietinho olhando pro nada e compartilhar meus dias. Será assim mesmo, produção? Não sei. Realmente não sei.

Sou alma de pipa avoada livre pra viver. Viver histórias intensas e cheias de emoção, mesmo que os sorrisos se tornem lágrimas.

Relações sociais não são meu forte, confesso. Eu até tento, mas parece que ninguém tem interesse de ficar. “Será que sou um ser humano tão inútil assim”, penso com meus botões.

Não sei amar, mas acredito que amo do meu jeito um tanto quanto torto de ser. Não sei demonstrar. Geralmente meus singelos gestos de carinho apresentam sinais tão sutis que passam desapercebidos.

Um “eu te amo” sair de minha boca se torna um evento. Mas por quê? De tanto baixar a guarda e cair, fui abrigada a aprender a me proteger. “Coração de aço é bem mais forte do que de gesso”. Ninguém quer viver sofrendo pelo que pode ser evitado, não é mesmo?

De tanto cair a gente aprende a levantar e caminhar sozinha.