Resenha do filme: “Meu Corpo é Político”

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“Meu Corpo é Político”

Dia 30 de novembro estréia “Meu Corpo É Político”, um filme documentário que traz à luz várias questões ligadas ao cotidiano da classe LGBTQ+ do ponto de vista dos próprios protagonistas dessa luta: pessoas da vida real; e hoje fui convidada para uma sessão exclusiva na cabine de imprensa da Estação Net Botafogo <3

Com o protagonismo de Fernando Ribeiro, Giu Nonato, Paula Beatriz e Linn da Quebrada, que tive a enorme e agradável surpresa de conhecer através deste filme – sério, gente, se vocês não sabem quem é, não procurem no Google, vão assistir, porque o encantamento da experiência é indescritível e insubstituível haha – assuntos que ainda são enormes tabus sociais, como o abandono e a negação por parte da família, agressões físicas, morais e psicológicas, e até inconvenientes trabalhistas são expostos no filme.

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“O corpo era proibido, a sexualidade era proibida”

As histórias se cruzam na zona Oeste de São Paulo, que é o cenário perfeito para ilustrar a invisibilidade das nossas periferias, e mostram, por exemplo, como uma simples aula de atuação pode se tornar uma viagem interior em direção ao autoconhecimento e fortalecimento coletivo para superar as dificuldades advindas do racismo e preconceitos sócio-culturais. Outro ponto importante a destacar é sobre como o funk se revela uma força de autoafirmação e reconhecimento, e como o recorte binário também é necessário no segmento, que já é extremamente marginalizado.

Paula Beatriz, a primeira diretora de colégio trans de São Paulo (talvez do Brasil) também marca presença no filme, e mostra como cumpre um papel importantíssimo na educação e socialização das pessoas fora das salas de aula.

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“O funk é a poesia da periferia e não é só um macho cis alfa que pode usar o funk, a gente vai usar pra falar do nosso jeito também”

Nos dias de hoje, quando qualquer manifestação por respeito e igualdade passa por ‘chatice’ e outras depreciações do tipo, “Meu Corpo é Político” se torna um filme extremamente importante e necessário para que a sociedade perceba cada vez mais que chatice mesmo é ter que aturar e enfrentar tudo a que essas pessoas são obrigadas todos os dias! 🙂

#Pas

 

 

TRAILER:

 

 

 

TEASER:

 

FICHA TÉCNICA
Meu corpo é político
2017, 71 min, SP, 12 anos
Direção e roteiro: Alice Riff
Com Fernando Ribeiro, Giu Nonato, Linn da Quebrada e Paula Beatriz.
Produção: Studio Riff , Paideia Filmes.
Produtor Executivo: Heverton Lima
Estreia comercial: 30/11/2017

SINOPSE

O filme “Meu Corpo é Político” aborda o cotidiano de quatro militantes LGBT que vivem em periferias de São Paulo. A partir da intimidade e do contexto social dos personagens, o documentário levanta questões contemporâneas sobre a população trans e suas disputas políticas.

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Alice Riff, Diretora

SOBRE A DIRETORA

Alice Riff é realizadora audiovisual. Formada em Cinema (FAAP) e Ciências Sociais (USP). Meu corpo é político é seu primeiro longa metragem como diretora. Realizou anteriormente diversos curtas-metragens, como Orquestra Invisível Let’s Dance (2016), 100% Boliviano, Mano (2014) e Cidade Improvisada (2012), todos voltados a temas ligados aos direitos humanos e juventude. Atualmente finaliza seu segundo longa metragem, Platamama, com previsão de estreia para 2018.

 

 


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