Você sabe onde me encontrar

Photo by Priscilla Du Preez on Unsplash

Photo by Priscilla Du Preez on Unsplash

Você sabe onde me encontrar. Você tem meu telefone, sabe onde moro, estou a um clique de ti. Por qué no me llama? Ser lembrada também é bom. Ser a única a procurar, propor e aparecer é cansativo. De um lanche despretensioso à baladinha de sexta. Não há ninguém. Simplesmente ninguém.

Minha companhia não faz diferença. Bom saber. Comecei a seguir em frente caminhando sozinha, sem esperar que ninguém me acompanhe nessa jornada. Sou eu comigo mesma.

Para ir ao cinema ou ir jantar em restaurante legal. Até beber um litrão no boteco ou ir para balada. Por um momento até senti pena de mim mesma por fazer isso. Afinal, é como todos me olham e reagem ao me ver só. Coitada dela. Vejo as pessoas em bando, sempre acompanhadas, enquanto estou aqui sempre sozinha. Imagino como seria isso. Nem sei mais o que é.

Por um lado tenho orgulho de ser assim, pois nunca fui tão independente emocionalmente como hoje. Por outro a solidão bate à porta. Lateja nas entranhas e por vezes se esvai em lágrimas. Por isso acabei procurando refúgio nos braços errados e em lugares vazios. Ficar só chega uma hora que fica pesado. Uma frase ressoa em minha mente sem parar “I’ve been alone when I’m surrounded by friends. How could the silence be so loud?”. Exatamente. Concordo contigo, Beyoncé.

Cada um tem sua vida e está em um momento, eu entendo. Contudo entenda que a busca sem reciprocidade cansa.