Coronavírus e automedicação: veja aqui os riscos

Em tempos de pandemia de Coronavírus no mundo, todas as medidas de prevenção são importantes e urgentes para barrar o avanço e contágio dessa doença que preocupa autoridades de Saúde em centenas de países.

Foto: reprodução/Internet – Coronavírus e automedicação: médica do HSM alerta para riscos

As principais recomendações incluem a higienização das mãos com álcool gel ou água e sabão, proteção da boca e nariz com lenços, máscaras ou com a dobra do cotovelo ao tossir e espirrar, além de evitar a permanência em locais fechados e com muitas pessoas.

Como os sintomas da Covid-19 são muito semelhantes aos de uma gripe ou resfriado, como a febre e a tosse, tem gente que acaba cedendo a uma perigosa prática: a da automedicação.

“Estamos vivendo um momento delicado na esfera da Saúde mundial com o Coronavírus, e a desinformação faz com que muita gente busque recomendações em pesquisas feitas pela Internet, ou até com amigos e conhecidos, que ouviram falar sobre determinado medicamento ser eficiente para tratar sintomas como a febre e a tosse. Isso é gravíssimo, apenas os profissionais capacitados podem receitar remédios e outros procedimentos seguros e responsáveis para tratar uma doença, e as pessoas devem levar isso muito a sério”, garante a médica clínica e intensivista do Hospital Santa Marta (Taguatinga Sul, Brasília, DF), Adele Vasconcelos.

Um estudo(*) compartilhado pelo Senado Federal apontou que o Brasil é país recordista em automedicação. De acordo com o material divulgado pela Casa Legislativa, os remédios são os principais causadores de intoxicação em seres humanos.

Além disso, o uso (errado) de um medicamento pode anular ou potencializar o efeito de outro. Nas mesmas situações, remédios anteriormente prescritos podem perder a efetividade. O levantamento destacou ainda que a ingestão errada de antibióticos pode aumentar a resistência de bactérias. E a Organização Mundial de Saúde alerta que metade dos pacientes toma remédios de forma errada.

“A Internet facilitou o acesso a informações, mas é preciso responsabilidade para entender que as fontes, muitas vezes, não são confiáveis e seguras, e menos ainda podem substituir uma consulta com um profissional, uma prescrição médica ou os procedimentos corretos para o tratamento eficaz de uma enfermidade, independentemente da intensidade e gravidade da doença”, garante Adele Vasconcelos. 

A médica clínica e intensivista do HSM chama a atenção ainda para (maus) hábitos como manter um estoque de medicamentos em casa:

“Algumas pessoas, quanto tem uma dor de cabeça, por exemplo, recorrem a um analgésico que está guardado na bolsa, na maioria das vezes fora da caixa do medicamento onde há uma indispensável informação, a sua data de validade. Guardar remédios de forma inadequada é perigoso pois põe em risco sua durabilidade. O recomendado é que, após a prescrição médica, o paciente compre somente a quantidade indicada na receita, evitando, assim, manter eventuais sobras ou tomar quantidade além do que está descrito na receita”, afirma a médica. 

E, voltando ao Coronavírus, a intensivista concluiu:

“Sigam as recomendações das fontes oficiais que incluem a OMS e o Ministério da Saúde. Apostem em ações de prevenção, mantenham os ambientes limpos, não compartilhem utensílios como talheres, tenham atenção com a higiene das mãos. Não descuidem do álcool gel e da água e sabão. Cada um deve fazer a sua parte e ter responsabilidade para que possamos enfrentar de forma consciente essa pandemia e assegurar a saúde de toda a população”, finalizou a médica.

Álcool gel 70% e máscaras faciais descartáveis acabaram sumindo de prateleiras de supermercados e farmácias nos últimos dias por serem itens indispensáveis na prevenção a Covid-19. Quando encontrados, em muitos casos, são vendidos por preços bem mais altos em comparação ao período anterior ao do Coronavírus.

“Em todo o país estão ocorrendo inúmeras reclamações sobre a cobrança de preços abusivos desses itens. O Código de Defesa do Consumidor, em seu Artigo 39, Inciso X, aponta como ilegal o aumento desproporcional de preços de bens ou serviços que se enquadram como essenciais para a população, sobretudo em momentos de crise. O cidadão deve denunciar o estabelecimento onde constatou a irregularidade ao Procon de sua região, que deve ir ao local para apurar a veracidade da informação”, explicou o advogado brasiliense Luis Henrique Moura, que acrescentou que a legislação permite que a rede varejista possa limitar a venda de produtos para o mesmo CPF sem que isso configure uma prática abusiva.

*Estudo – Instituto de Pesquisa Hibou, citado pelo Senado Federal

  • O morador da Região Sudeste é o que mais se automedica de forma indiscriminada.
  • As dores que mais afetam os cidadãos são as de cabeça (42%), a lombar (41%), a cervical (28%) e nas pernas (26%).
  • 74% da população tem em mente que a automedicação é prejudicial à saúde.
  • O Brasil é o sétimo país que mais consome medicamentos do mundo.
  • Medicamentos são o principal agente causador de intoxicação em seres humanos no Brasil desde 1994, segundo o Conselho Federal de Farmácia. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, a automedicação levou para o hospital mais de 60 mil pessoas (2010 a 2015).
  • Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que, em todo o mundo, mais de 50% de todos os medicamentos receitados são dispensáveis ou vendidos de forma inadequada.
  • Analgésicos livres de prescrição médica podem ser guardados em casa, desde que em local arejado e livre do alcance das crianças. Menores de 5 anos representam cerca de 35% dos casos de intoxicação.

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