Projeto conecta pessoas e pede ajuda para salvar vidas durante surto de coronavírus

O projeto CoronaVidas.net pede ajuda a empresários, gestores públicos e sociedade civil para ampliar doações, fornecimento de insumos, parcerias e, com isso, aumentar as condições de atendimento às diferentes demandas de municípios brasileiros. Atualmente, o CoronaVidas.net reúne iniciativas dos estados do Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, mas qualquer pessoa ou grupo de pessoas pode se juntar à plataforma e ampliar essa rede. 

O projeto tem como lema conectar pessoas para salvar pessoas e é uma rede de solidariedade e trabalho voluntário  que tem como objetivo criar hubs – comunidades virtuais – em todo o Brasil para apoiar profissionais de saúde da rede pública no enfrentamento ao Covid-19. A iniciativa teve início com a fabricação de barreiras mecânicas contra respingos – popularmente conhecidas como protetores faciais.

Todo o material produzido pelo projeto é fruto de doações e é destinado às unidades de saúde dos respectivos hubs – comunidades virtuais – criados. De acordo com Fábio Cordeiro, professor e pesquisador do IFBA, o foco do projeto é ampliar a proteção aos profissionais de saúde: “Consideramos que prevenir é melhor que remediar e a ajuda do Coronavidas.net segue essa máxima – a da prevenção”. 

São engenheiros, jornalistas, médicos, enfermeiros, professores, pesquisadores, profissionais liberais e voluntários que se uniram em torno de um propósito: ajudar a salvar vidas. Fundado no dia 25/03, o CoronaVIDAS.net conta com mais de 400 voluntários envolvidos em ações para preservar a vida.

“Nossa expectativa é conseguir implementar o projeto em todos os Estados, garantindo que essa rede se multiplique nos municípios. A pandemia tem exigido uma tomada de decisão rápida e uma postura criativa frente aos desafios que está impondo à sociedade. Nesse momento em que temos de ficar separados – isolados socialmente – estaremos juntos, de mãos dadas, trabalhando coletivamente, mas com uma unidade que pretende vencer essa guerra”, explica Antônio Cordeiro, professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA) e Unopar Candeias, voluntário do projeto. 

De acordo com o professor do IFBA, Fábio Barreto, até o dia 07 de abril, foram produzidos mais de 7 mil barreiras mecânicas contra respingos e mais de 4 mil já tinham sido entregues nas unidades de saúde das cidades envolvidas no projeto CoronaVidas.net.

“Cada hub é independente. Entendemos que descentralizar é a melhor forma de ajudar. Portanto, nossa plataforma www.coronavidas.net reúne as pessoas e as ajuda oferecendo orientações, suporte, indicando caminhos e possibilidades para que cada hub possa se desenvolver”, explica Fábio Barreto. 

De acordo com o doutor em modelagem computacional e tecnologia industrial, Leandro Brito, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) qualquer município brasileiro pode se engajar no trabalho voluntário e participar da rede de solidariedade que é o CoronaVIDAS.net:

“Oferecemos as orientações e informações para que novos hubs possam ser criados. Queremos que a ideia de levar saúde para todas as regiões do Brasil ‘contamine’ cada brasileiro”.

Insumos e recursos

O projeto CoronaVIDAS.net recebeu doação para injetar o plástico a partir de um molde e, com isso, ampliar a condição da produção das barreiras mecânicas contra respingos. Mas o desafio agora é a disponibilidade de insumos – acetato e polímero – e parcerias para logística de distribuição.

“Pedimos que empresas, fabricantes, indústrias, empresas que têm responsabilidade social e estão engajadas na luta contra o coronavírus se juntem a nós, pois juntos podemos reduzir os impactos da doença em nosso país”, reiterou Antônio Cordeiro. 

Para doação de recursos financeiros, o projeto CoronaVIDAS.net disponibiliza, no site, as vakinhas virtuais para doação para os diferentes hubs.  “Toda ajuda é bem-vinda. Quando você achar que não pode ajudar, entre no nosso site que você vai descobrir que é possível contribuir de alguma maneira”, explicou Fábio Barreto.